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Diogo Oliveira – Onde a invisibilidade é o melhor sinal de sucesso

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Na tecnologia, há quem procure visibilidade – e há quem construa sistemas para desaparecer dela. Em IT e Cibersegurança, o maior elogio nem sempre vem em forma de reconhecimento. Muitas vezes, vem do silêncio.

Nesta edição de Behind the Circuits – Bits of Us, estivemos à conversa com o Coordenador de IT e Cibersegurança, numa reflexão sobre o impacto invisível da tecnologia, os desafios do dia a dia e o futuro digital da organização.

O impacto do IT e da cibersegurança raramente é visível à primeira vista. E talvez esse seja precisamente o objetivo. A metáfora escolhida pelo Diogo não podia ser mais clara: o IT como o óleo de um motor. Não se vê, não chama a atenção, mas sem ele tudo falha. A missão não é apenas manter sistemas a funcionar – é garantir continuidade, confiança e estabilidade sem interromper o ritmo da organização.

“Os meus colegas conseguem focar-se no seu trabalho com confiança nos sistemas, na informação que utilizam e na segurança dos dados. Esse é o verdadeiro impacto: a ausência de preocupação.”


Mas a invisibilidade não significa ausência de complexidade. Pelo contrário. Por trás dela está uma combinação de planeamento, visão sistémica e capacidade de resposta rápida – especialmente quando o inesperado acontece. E quando isso acontece, o objetivo mantém-se inalterado: resolver antes que alguém perceba que algo esteve errado.


Um caso real que redesenhou a infraestrutura sem ninguém notar

Entre os vários desafios ao longo do percurso do Diogo, há um que se destaca não pela visibilidade do problema, mas pela dimensão da transformação. A reconstrução completa da rede interna da empresa foi um desses momentos. Num único fim de semana, tudo mudou – sem que a operação diária fosse afetada:

Na segunda-feira, do ponto de vista dos utilizadores, nada tinha mudado. Mas por trás dessa normalidade, havia uma infraestrutura totalmente renovada.

“Foi particularmente gratificante não ter existido nenhum problema pós-implementação. Isso só foi possível graças ao trabalho de preparação intensivo nas semanas anteriores.”


Agilidade: A competência que define o dia a dia

Num ambiente de IT e cibersegurança, a previsibilidade é uma ilusão confortável. A realidade é feita de mudanças constantes, prioridades que colidem e solicitações que surgem sem aviso. Por isso, há uma competência que se torna central: agilidade. Mais do que uma capacidade técnica, trata-se de uma forma de estar. Adaptar-se, priorizar, responder com qualidade e rapidez sem perder o controlo do sistema global.

Mas há outro elemento que se destaca: a ligação às pessoas. O IT deixou de ser apenas suporte técnico. Passou a ser um ponto de contacto transversal a toda a organização.

“Gosto de estar presente, ouvir, ajudar e fazer as pessoas sentirem-se acompanhadas. Todos os fluxos de trabalho dependem de sistemas digitais. Faz sentido que o IT esteja envolvido em todos eles.”

 

Entre o mito e a responsabilidade partilhada

Um dos maiores desafios da cibersegurança não é tecnológico – é cultural. Ainda existe a perceção de que segurança digital é responsabilidade exclusiva do IT. Mas essa visão está longe da realidade.

“Cibersegurança não é apenas tecnologia. São hábitos, práticas e consciência no dia a dia.”

A abordagem defendida passa pela literacia digital e pela compreensão dos riscos reais, em vez de uma confiança cega nos sistemas. Porque a segurança não falha apenas em sistemas – falha em comportamentos.

O papel do IT no futuro: mais estratégico, mais integrado, mais crítico

A evolução tecnológica dentro da organização não é um conceito abstrato – é um processo em curso. Desde os primeiros dias de transformação da infraestrutura até à digitalização progressiva dos processos produtivos, o percurso tem sido marcado por mudança constante.

Hoje, o foco continua o mesmo: modernizar, integrar e evoluir sistemas, com especial atenção à digitalização da produção e à eficiência operacional.

E o papel do IT deixou de ser operacional para se tornar estrutural. Hoje, já não se trata apenas de manter sistemas a funcionar. Trata-se de apoiar decisões, garantir segurança da informação e sustentar processos críticos de negócio. A digitalização da indústria e a integração entre sistemas físicos e digitais vieram reforçar essa tendência.

Ao mesmo tempo, a cibersegurança tornou-se um campo em permanente evolução, quase uma corrida contínua entre proteção e ameaça.

No futuro, novos desafios vão surgir: automação crescente, inteligência artificial e novas superfícies de ataque. Mas os princípios base mantêm-se: rigor, adaptação e visão sistémica. Porque no fim, o trabalho em IT e cibersegurança não se mede pelo que se vê, mas pelo que nunca chega a acontecer.

Se tudo funciona, se os dados estão seguros, se temos planos para quando os sistemas falham, e se as equipas conseguem trabalhar sem interrupções, então o trabalho está a ser bem feito.

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